DANÇA DE RODA

10.00

TÍTULO : Dança de roda
AUTOR : Arthur Schnitzler
TRADUÇÃO : José A. Palma Caetano
DIRECTOR : Joaquim Benite
EDIÇÃO DE TEXTO : Rodrigo Francisco e Sarah Adamopoulos
EDIÇÃO E PROPRIEDADE : Companhia Teatro de Almada

GRAFISMO : João Gaspar

ISBN : 978-989-97221-2-5
edição CTA Mar 2012

9 em stock

DANÇA MACABRA
Arthur Schnitzler fez da sexualidade e dos códigos comportamentais da sociedade burguesa vienense do final do século XIX os grandes temas da sua obra – em certa medida, a de u médico sentado no leito de morte de uma sociedade decadente, a de um clínico da alma humana, cujo programa literário explorará exemplarmente (e até mesmo no modo como dramaturgicamente resolve o que não podia ser mostrado numa cena de teatro) o lugar mental de uma sociedade doente. O encenador britânico David Hare, criador de The blue room (1998), uma adaptação de referência de Dança de roda, considera Arthur Schnitzler «o primeiro grande poeta do subconsciente», e também o mais moderno escritor da sua geração.

 

Construída com base em dez diálogos, de acção focada nos arrebatamentos sexuais de cinco homens e cinco mulheres da Viena do fim do século XIX, de origens sociais diversas e ligados entre si através de um dos elementos de cada casal – o elemento condutor, à semelhança do que acontece no contágio pelo HIV –, Dança de roda põe em cena a sífilis, a doença sexualmente transmitida (ainda não erradicada no Mundo não-desenvolvido) que vitimou muitos milhares de pessoas durante séculos, tendo sido muito comum na Europa entre os séculos XVIII e XX. Temos, assim, por um lado, o retrato de uma sociedade hipócrita, e por outro, um fresco vivíssimo, espécie de sequência fotográfica que regista o modus operandi do processo de contágio de uma doença sexualmente transmitida – levada de corpo em corpo pelo prosélito desejo, num sinuoso percurso a que Jacques Rider chamou «dança macabra».

 

Uma peça que interpela sobremaneira os homens e mulheres do nosso tempo, a braços com o ciclo infernal, embora parcialmente contido, do HIV – de desfechos sempre incertos, e que, fazendo tábua raza da conquista civilizacional que foi a emancipação do desejo amoroso relativamente ao matrimónio, transformou radicalmente a nossa maneira de nos relacionarmos amorosamente uns com os outros.

 

esta edição teve o apoio da:

 

Estreia no Teatro Municipal de Almada a 15 de Março de 2012

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