UM ADEUS MAIS-QUE-PERFEITO


16 JANEIRO – 01 FEVEREIRO
SALA EXPERIMENTAL
Quinta a Sábado – 21H00
Domingo – 16H00

DURAÇÃO 1H

Conversas com o público – 17, 24 e 31 JANEIRO, sábados às 18H00

TEATRO COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA M/14

 


Amãe de Peter Handke suicidou-se quando tinha 51 anos. Para tentar lidar com o acontecimento traumático, o escritor austríaco fez o que sabia fazer melhor: escrever. UM ADEUS MAIS-QUE PERFEITO foi escrito durante dois meses no Inverno de 1972 e consiste numa viagem pela história da sua família: a vida dura dos avós no campo; a determinação da mãe em escapar àquele pequeno mundo opressivo; o riso do amor e a desilusão do desamor; um casamento abusivo; a solidão que sentia na casa onde ocupava os seus dias  tomando conta dos filhos. A história da mãe de Handke é, ao mesmo tempo, a história da Europa Central: assistiu ao surgimento do nazismo, atravessou a II Guerra Mundial, e viveu a austeridade e o sofrimento que se seguiram.

No espectáculo, dois actores dão voz às inquietações de PETER HANDKE. O texto era originalmente um romance, mas Teresa Gafeira quis imediatamente levá-lo para o palco: “Costuma-se dizer que um texto para funcionar em teatro tem de ter conflito. Aqui existe conflito entre o indivíduo que, à partida, tem condições para ser qualquer coisa, para ter qualquer coisa, para se desenvolver na sua plenitude, e, depois, as circunstâncias anulam-no, começam a afectá-lo, até atingirem neste caso o cérebro e até levarem ao acto do suicídio”, explicou a encenadora. “Neste caso, o conflito é entre uma mulher e as suas circunstâncias”.

Depois de assistir à estreia deste espectáculo, no último Festival de Almada, o crítico espanhol Afonso Becerra escreveu o seguinte: “Handke escreve para atenuar a dor mas, como ele mesmo assinala, não o consegue. Escreve tentando descrever a mãe e aproximar-se dela, mas também não o consegue. Eis a tensão dramática deste texto que não é directamente um texto dramático, mas um romance: a procura da mãe, a aproximação dificílima, a descrição não edulcorada literariamente do terrível e da dor excruciante”.


Texto PETER HANDKE
Tradução (gentilmente cedida pela editora Relógio D’Água) CARLOS LEITE
Adaptação PEDRO PROENÇA
Encenação TERESA GAFEIRA
Cenografia e Figurinos SÉRGIO LOUREIRO
Desenho de Luz GUILHERME FRAZÃO

Música e Desenho de Som DANIEL MENDRICO
Vídeo LÍDIA OCTÁVIA, DANIEL MENDRICO, SÉRGIO LOUREIRO
Voz e Elocução LUÍS MADUREIRA
Interpretação DUARTE GUIMARÃES, PEDRO WALTER


FOLHA DE SALA CONVERSAS COM O PÚBLICO DOSSIER INFORMATIVO

entrevista a Teresa Gafeira no programa da RTPnotícias, Ensaio


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