
QUANDO NÓS, OS MORTOS, DESPERTARMOS
| 13 – 15 FEVEREIRO SALA EXPERIMENTAL | Sexta e Sábado – 21H00 Domingo – 16H00 |
| DURAÇÃO | 1H35 |
TEATRO TEATRO DA TERRA M/14
Depois de algum tempo expatriado, o escultor Arnold Rubek regressa à Noruega para passar o Verão numa estância balnear com a sua esposa, Maja, uma mulher que não o satisfaz por não ter sensibilidade artística. Apesar da fama e do sucesso alcançado, Rubek sente uma enorme frustração porque conclui que, ao abrir mão do amor e da felicidade, acabou por trair a sua arte. Nesse momento, reencontra Irene, a mulher que lhe serviu de modelo e inspiração para a criação de uma escultura considerada uma obra-prima pelos críticos. Irene tinha-se afastado. Agora, ela acusa-o de lhe ter roubado a alma e sugado a energia vital. A sua vida e os seus sonhos foram destruídos por um criador que expôs a sua nudez como objecto artístico, sem sequer pensar o que isso significaria para ela. Mas este reencontro pode ser uma oportunidade para voltar atrás, e corrigir os erros cometidos.
QUANDO NÓS, OS MORTOS, DESPERTARMOS é a última peça escrita pelo dramaturgo norueguês HENRIK IBSEN, em 1899, num ambiente pessimista de fin-de-siècle. A peça evoca temas recorrentes nas suas obras, como o papel da mulher numa sociedade dominada por homens. Como sempre, interessa-lhe perceber a psique das personagens, que se deparam com anseios e desejos que, muitas vezes, elas próprias não compreendem. Muitos críticos vêem em Arnold Rubek um alter-ego do próprio autor, que, aos 71 anos, olha para a sua carreira e sente já estar bem longe do seu auge — lamentando, por exemplo, não ter tornado a escrever em verso.
Texto HENRIK IBSEN
Encenação ANTÓNIO SIMÃO
Tradução FÁTIMA SAADI, KARL HENRIK SCHOLLHAMMER
Interpretação MARCELLO URGEGHE, MARIA JOÃO LUÍS, ERICA RODRIGUES, RÚBEN GOMES, SÍLVIA FIGUEIREDO, RODRIGO SARAIVA, FILIPE GOMES
Cenografia e Figurinos ANA TERESA CASTELO
Desenho de Luz PEDRO DOMINGOS