RUMO AOS CÉUS

10.00

TÍTULO : Rumo aos céus
AUTOR : Ödön von Horváth
TRADUÇÃO : Gabriela Fragoso
DIRECTOR : Rodrigo Francisco
EDIÇÃO : Eduardo Brandão
REVISÃO : Ângela Pardelha
EDIÇÃO E PROPRIEDADE : Companhia Teatro de Almada

DESIGNE : João Gaspar
IMPRESSÃO : Irisgráfica

ISBN : 978-989-97221-7-0
edição CTA Nov 2013

9 em stock

Ödön von Horváth, nascido em 1901, húngaro, de língua e cultura alemãs, morreu em Paris em 1938. Viveu na Alemanha; apercebeu-se, desde 1927, dos perigos que ameaçavam este país e posicionou-se nos antípodas do nacionalismo; e escreveu, apesar de tudo, em oposição aos caminhos gizados pela ideologia dominante, desmascarando o nacional-socialismo, o racismo corriqueiro, a moleza, a infâmia de uma sociedade desamparada face a uma crise sem precedentes.

“Não tenho país natal e, verdade seja dita, tanto se me dá como se me deu. Pelo contrário, agrada-me esse desenraizamento, uma vez que me liberta de um sentimentalismo que considero inútil. O conceito de pátria, falsificado pelo nacionalismo, não sei o que seja. A minha pátria é o povo”.

Em 1933, Hitler ascende ao poder e Horváth, a partir desse instante roubado da pátria do “povo” a que dizia pertencer, prestes a enfrentar a proibição de ver representados os seus textos, acrescentaria, em último recurso: “O nosso país é o espírito”.

Rumo aos céus, escrito em 1934, é uma das obras da segunda fase da sua carreira, no exílio, na qual abandonou as peças populares que lhe haviam valido o êxito, como Casimiro e Carolina e lendas do bosque de Viena: para iludir a censura nazi, o autor vê-se forçado a encontrar novas formas dramáticas e refugia-se na alegoria, onde julga poder encontrar uma forma de dizer “coisas que de outra forma não ousaríamos exprimir”, subvertendo-a para criticar as relações políticas e sociais do seu tempo. Entre o Céu e o Inferno impera a promiscuidade. S. Pedro e o Diabo chegam a manter, por telefone, uma amena cavaqueira… São Pedro mostra-se incapaz de perdoar e de ser sincero, e o Diabo pratica boas acções: um mundo às avessas, com a eternidade para se endireitar e a descobrir com urgência, hoje em dia, para que possamos, a tempo, tirar ainda algumas lições da História.

 

Estreia no Teatro Municipal de Almada a 2 de Novembro de 2013

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