O que foi ser retornado

A antropóloga Elsa Peralta e o Assistente técnico Jorge Silva vão estar sábado, dia 5 de Abril, às 18h, nas Conversas com o Público. A moderação será de Joana Gorjão Henriques

No século XX milhares de portugueses migraram para Angola e Moçambique para serem colonos. Mais tarde, outros milhares fizeram o movimento inverso. Como foi ser colono num sistema que usava o racismo para dominar? Como foi ser retornado num contexto em que Portugal celebrava a democracia e regressava às suas pequenas fronteiras? Que marcas e que lastro é que deixou? Quatro conversas para reflectir, durante a carreira de Uma barragem contra o Pacífico, de Marguerite Duras. A moderação destes encontros estará a cargo da jornalista do Público Joana Gorjão Henriques, e de Iolanda Évora, psicóloga social e investigadora do CEsA, ISEG.

Para aceder ao programa completo das Conversas com o Público clique aqui

Dia 5 de Abril, às 18h, no foyer do TMJB

A antropóloga Elsa Peralta e o Assistente técnico Jorge Silva falam do que foi ser retornado.
Moderação: Joana Gorjão Henriques

Joana Gorjão Henriques, jornalista do Público, autora de Racismo em português – o lado esquecido do colonialismoRacismo no país dos brancos costumes e Racismo em português II – Colonos, Retornados e a Revolução por cumprir, todos pela Tinta-da-china.

 

Elsa Peralta é doutorada em Antropologia, Investigadora Principal no Centro de Estudos Comparatistas (CEComp) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Investigadora Associada no Instituto de Ciências Sociais (ICS), também da Universidade de Lisboa, Portugal. O seu trabalho assenta em perspectivas cruzadas da antropologia, dos estudos da memória e dos estudos culturais, e centra-se nas culturas, memórias e identidades (pós-)coloniais. Coordena o Grupo de Investigação CITCOM: Cidadania, Cultura e Memória, e a linha de pesquisa Legados do Império e do Colonialismo em Perspetiva Comparada. É também investigadora principal do projeto FCT: Constelações da Memória: um estudo multidirecional da migração e da memória pós-colonial. Os seus trabalhos mais recentes incluem The Retornados from the Portuguese Colonies in Africa: Narrative, Memory, and History (Routledge, 2022) e, com Nuno Domingos, Legacies of the Portuguese Colonial Empire: Nationalism, Popular Culture and Citizenship (Bloomsbury, 2023). Para além da autoria de livros, artigos e capítulos académicos, foi curadora da exposição Retornar: Traços de Memória, produzida pela EGEAC-Câmara Municipal de Lisboa.

Jorge Silva (Juca)
67 anos
Nascido em Luanda/Angola
Membro da Pró Associação de Estudantes do Ensino Secundário – Angola – 1974-1976
Membro do grupo de teatro angolano Tchinganje (1° grupo de teatro angolano pós independência)
Vem para Portugal em fevereiro de 1977
Membro da Direção da Associação Solidariedade Imigrante, associação para a defesa do direito dos imigrantes

in CTA 29 Mar 2025

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