CriaçãoProduções da CTATeatro para a InfânciaTemporada 2019

HÄNDEL

Texto a partir das obras de Händel Música Aquática e Música para os Reais Fogos-de-Artifício | Encenação e adaptação de Teresa Gafeira

COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA

Händel: espectáculo de água e reais fogos de artifício é uma criação que celebra a música de Georg Friedrich Händel (1685-1759), um dos expoentes do barroco musical, cujo génio como compositor se aliava a um domínio do sentido dramático das suas peças musicais, com brilho, robustez, expressionismo, um vigor a toda a prova. O título desta criação homenageia duas das mais conhecidas obras de Händel: Música Aquática (de 1717, um conjunto de três suites orquestrais, assim chamado para aludir ao passeio do rei Jorge I da Grã-Bretanha ao longo do Tamisa durante uma inesquecível noite quente de Verão, no contexto de um evento festivo promovido pela coroa inglesa) e Música para os Reais Fogos-de-Artifício (de 1749, composta por encomenda do rei Jorge II para acompanhar o espectáculo pirotécnico da cerimónia que teve lugar, também em Londres, para festejar a assinatura com França do Tratado de Paz de Aix-la-Chapelle).

Esta nova criação de Teresa Gafeira (n. 1952) inscreve-se no seu trabalho (de longo curso e grande fôlego) de promoção do contacto das crianças com o universo da música clássica – através de uma abordagem lúdica, não moralista nem didatista, procurando adaptar a erudição às capacidades de compreensão e tempos de atenção dos mais novinhos. Com recurso a actores e a marionetas, criando um jogo de escalas capaz de dar forma aos “efeitos especiais” próprios dos jogos puramente infantis, e evitando os artifícios das linguagens das chamadas “grandes produções para a infância”. Assim, o teatro mostrado do seu interior, a partir da sempiterna máquina mágica de estimular a imaginação e o desejo de conhecimento que pode ser.


Às oito da manhã do dia 17 de Julho de 1717 toda a gente acorreu para dentro dos barcos e partiu na pequena viagem – de cinco quilómetros, se tanto, que distavam entre o Palácio de Whitehall e Chelsea. O rei e um
grupo de aristocratas tagarelas assistiam a tudo da barcaça real, seguindo os 50 músicos tocando noutra barcaça. O próprio compositor dirigia-os. Apesar de a grande quantidade de barcos ter ocupado o rio quase por inteiro,
nenhum se virou, e o rei Jorge estava tão empolgado com a música de Händel que lhe pediu que a tocasse uma e outra vez, sem parar, incluindo já no caminho de regresso. Consta que a performance acabou tardíssimo,
já muito depois da meia-noite – o que deve ter sido extremamente  ansativo para os músicos.
Andrew Dickson, BBC


30 NOVEMBRO a 15 DEZEMBRO, 2019 | SALA DE ENSAIOS

sáb às 16h00
dom às 11h00 e às 16h00

M/3

Sessões para as escolas

de terça a sexta
mediante marcação

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Intérpretes Anabela Ribeiro, Carolina Dominguez e João Maionde


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