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Festival de Almada: vinte e quatro horas, dez espectáculos

No próximo sábado, dia 14 de julho, a Arte invade a margem sul no Festival de Almada, um palco privilegiado para o encontro do teatro, da dança, da literatura e da filosofia

Rita Madeira in Espalha Factos, 14 jul 2018 notícia online

Festival de Almada, que recebe este ano como mote Sob o Signo da Catástrofe (Ecologia e política do nosso tempo), abre portas na Casa da Cerca- Centro de Arte Contemporânea, logo pelas 10h30, no Encontro da Cerca (de entrada gratuita), e que é também o encontro de filósofos de diferentes nacionalidades como Fréderic NeyracGiovanbattista Tusa e António Guerreiro (crítico literário e cronista do Público).

O roteiro segue para o Fórum Romeu Correia, pelas 15h, com o recital de poesia alemã Melodramas do horror (traduzida por Yvette K. CentenoJoão Barrento e José Ribeiro da Fonte) musicado pelo pianista Nuno Vieira de Almeida e erguido pela voz de Manuela de Freitas.

Já pelas 19h, o Teatro Municipal Joaquim Benite recebe, na Sala Principal, A tecedura do caos, pela CNB. A apenas alguns metros de distância, o Palco da Esplanada da Escola D.António da Costa abre espaço para dois concertos de Edison Otero & The Latin Jazz Collective. O primeiro, Homenagem a António Arnedo, pelas 20h30;pelas 24h horas, o concerto Standarts Sul-Americanos (ambos gratuitos).

Do outro lado do Tejo, encontra-se em cena a peça Nada de mim, no Teatro da Politécnica, pelas 21h e no Teatro S.Luiz, Estado de Sitio, de Albert Camus, pela mão do Théâtre de la Ville e encenado por Emmanuel Demarcy-Mota. Ainda em Lisboa, o Teatro da Trindade apresenta Carmen e o Teatro do Bairro recebe a peça Colónia Penal, ambos pelas 21h30.

Mas a arte não se fica pelas salas de Teatro e sai à rua para dois espetáculos: On Air, na Praça da Portela, no Feijó também ás 21h30 e Affetto d’Amore, pela companhia Mr.Moustache, na Rua Cândido dos Reus, em Cacilhas, pelas 22h. Por fim, o Palco Grande da Escola D.António Costa recebe a coreografa e bailarina Olga Roriz com A Meio da Noite, pelas 22h.

Uma homenagem A Meio da Noite a Ingmar Bergman

O Festival de Almada assinala este ano o centenário do nascimento do realizador sueco, cuja homenagem será feita por Olga Roriz, em A Meio da Noite. Nas palavras da coreógrafa, o espetáculo recai sobre “a temática existencialista de Bergman, sendo simultaneamente uma peça sobre o processo de criação, numa procura incessante de si próprio e dos outros”. E é precisamente através da dança que Olga Roriz se revê na abordagem da complexidade humana da cinematografia de Bergman. A Meio da Noite remonta, assim, a uma viagem à ilha de Fårö, onde Bergman viveu as últimas duas décadas da sua vida e onde foi posteriormente sepultado.

Olga Roriz (n.1955) possui 40 anos de carreira e mais de 90 criações ao longo da mesma. Iniciou o seu percurso na Escola de Dança do Conservatório Nacional de Lisboa, como estudante de ballet clássico e dança moderna e depois como coreografa. Conta atualmente com o Grande Prémio da SPA, o Prémio da Latinidade e foi distinguida com a Ordem do Infante D.Henrique. Recebeu, em 2017, o Doutoramento Honoris Causa por distinção nas Artes, pela Universidade de Aveiro.

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