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Duas peças em língua portuguesa no segundo dia do 35.º Festival de Almada

Duas peças faladas em português preenchem a programação do segundo dia do Festival de Almada, com a apresentação de 'Nada de mim', no Teatro da Politécnica, em Lisboa, e 'Bonecos de luz', no Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada.

in Notícias ao minuto, 05 jul 2018 notícia online

Nada de mim’ é uma peça do dramaturgo norueguês contemporâneo Arne Lygre, com uma narrativa pouco convencional marcada por uma sucessão de histórias que vão sendo desvendadas em tempos sobrepostos, segundo explicou à agência Lusa Pedro Jordão, que a encenou, na altura da estreia.

Esta produção dos Artistas Unidos (AU), em coprodução com o Teatro do Noroeste e Centro Dramático de Viana, onde se estreou em 22 de junho, está em cena no Teatro da Politécnica, sede dos AU, que é uma das companhias que se associam ao festival.

A peça do dramaturgo norueguês nascido em 1968 assinala a estreia na encenação do arquiteto de formação, e atual diretor de produção dos AU, Pedro Jordão.

Em cena na Teatro da Politécnica, de 4 a 21 de julho, ‘Nada de mim’ tem 12 récitas integradas na programação do certame.

‘Bonecos de Luz’ é a reposição de um espetáculo da anfitriã do Festival, a Companhia de Teatro de Almada, que a estreou na cidade, em 2017, numa homenagem a Romeu Correia, por ocasião do centenário do nascimento do dramaturgo.

A peça é uma adaptação da obra homónima do escritor nascido em Cacilhas, em novembro de 1917, e uma das recomendadas do Plano Nacional de Leitura.

‘Bonecos de luz’ tem encenação de Rodrigo Francisco, diretor da CTA e do Festival.

Numa edição elaborada em “contexto de quase emergência”, devido aos cortes de subsídios estatais de que foi alvo, como referiu o diretor do certame na apresentação do 35.º festival, o certame engloba 24 produções, nove das quais portuguesas e 15 estrangeiras.

Este ano os apoios da Direção-geral das Artes (DGArtes), à companhia, sofreram “um corte de 25 por cento do total”, disse então Rodrigo Francisco, acrescentando que o festival tem assim a programação “possível”. O montante atribuído pela DGArtes à companhia é repartido de forma equitativa entre a programação da companhia e o festival, indicou.

Onze concertos de entrada livre e quatro espetáculos de rua constam das propostas paralelas do festival, a decorrer até 18 de julho em vários locais de Almada e Lisboa.

A 35.ª edição do festival está orçada em 576 mil euros, dos quais 91 mil euros (16%) provêm dos subsídios da DGArtes, referiu o diretor.

A autarquia local, parceiros e mecenas do certame e receitas próprias são as outras fontes de receita do Festival.

Do total orçado para esta edição, a Câmara de Almada, que todos os anos comparticipa com 225 mil euros, reforçou esta verba com 50 mil euros, perfazendo 275 mil euros, numa tentativa de minimizar os impactos causados pelo corte do financiamento estatal.

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