AcolhimentoTeatroTemporada 2019

AS CADEIRAS

Texto de Eugene Ionesco | Tradução de Luís Lima Barreto e Fátima Ferreira | Encenação de António Pires

Terceira peça de Eugene Ionesco, publicada em 1953, depois de A Cantora Careca e A Lição, é considerada uma das suas obras primas, sendo um belo exemplo do seu teatro do absurdo.

Num espaço bastante indefinido, vago, um salão com duas janelas e várias portas, rodeado de água, portanto isolado do mundo e num entardecer simbólico que nos faz evocar a morte que se aproxima, um casal de velhos sem idade, mas segundo o autor com mais de 90 anos, para ocuparem o tempo, todas as noites sem excepção, imitam os meses e evocam vagamente uma viagem a Paris, que “desabou há quatrocentos mil anos…”.

Na noite da acção há, no entanto, uma mudança: instigado pela Velha, o Velho decide-se a comunicar à Humanidade a sua mensagem.

Para isso, contratou um Orador e os convidados vão chegando, mas não são vistos pelo público, vão ocupando cadeiras, que a Velha vai trazendo, e o espectador identifica pela construção dos diálogos que os dois vão tendo com eles. O discurso do Velho vai mudando claramente de tom, passa a ser pessoal, secundado pela mulher como um eco, exprimindo um desabafo sobre a injustiça da sua condição.


Gostaria tanto
De no entanto
Nossos ossos unir
Na mesma pele
no mesmo túmulo
A nossa velha carne
Aos mesmos vermes
Dar a comer
E juntos apodrecer


18 a 20 OUTUBRO, 2019 | SALA EXPERIMENTAL

sex e sáb às 21h30
dom às 16h00

M/12

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Intérpretes Carmen Santos, Luís Lima Barreto e Rafael Fonseca
Figurino Luís Mesquita
Cenografia Alexandre Oliveira
Luz Rui Seabra


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