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A Companhia de Teatro de Almada recebeu professores

Cerca de 150 professores reuniram-se com os criadores das próximas produções da CTA.

Já é habitual o encontro entre a comunidade educativa e a Companhia de Teatro de Almada, para aprofundar laços e desenvolver estratégias que possam enriquecer e fortalecer a relação entre os estudantes dos diversos ciclos de ensino e a cultura, e em particular, o teatro. É pela prática continuada de fruição de eventos culturais que se formam novos públicos e pessoas mais capazes de interferirem na sociedade, decidirem por si próprias, com sentido crítico, e desta forma serem mais felizes e poderem construir uma sociedade mais justa e feliz. Neste trabalho de décadas da Companhia de Teatro de Almada, muitos professores têm demonstrado a sua cumplicidade, integrando-se neste esforço conjunto de construção de personalidades mais informadas e cultas. A Companhia de Teatro de Almada tem uma oferta cultural que abrange todas as faixas etárias, desde a mais tenra idade – quando entram para a creche – até à idade adulta.

Foi no dia 25 de Setembro, pelas 19h, que este encontro se realizou a convite do serviço de público da CTA, constituído por Carina Verdasca, Federica Fiasca e Pedro Valter. Os professores acorreram em grande número e puderam conhecer e conversar com os encenadores das três produções da Companhia de Teatro de Almada até ao final do ano: Peter Kleinert, que está em fase de ensaios do espectáculo A boa alma de Sé-Chuão, de Bertolt Brecht – um espectáculo que nos interroga se é possível sermos boas pessoas num mundo cruel – e que estreia no próximo dia 19 de Outubro; Rodrigo Francisco, encenador do espectáculo Mártir, de Marius von Mayenburg – um espectáculo passado em ambiente escolar e que nos desafia a interpretar as sagradas escrituras nos dias de hoje, estabelecendo paralelismos entre os fanatismo religiosos, sejam eles cristãos ou de outras crenças – que estreará dia 23 de Novembro; e Teresa Gafeira, encenadora do próximo espectáculo para a infância, O romance da raposa, uma adaptação do texto homónimo de Aquilino Ribeiro. Aquilino escreveu este texto para o seu filho Aníbal a quem ofereceu no Natal de 1924, não para aprender a distinguir, com os animais, o Bem do Mal e sim para, segundo Aquilino, para eles “poderem manifestar aquilo que são”. Este espectáculo estreará dia 1 de Dezembro e contará com música original do maestro Alexandre Delgado e cenários e figurinos de António Lagarto.

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