CriaçãoProduções da CTATeatroTemporada 2018

A BOA ALMA DE SÉ-CHUÃO

texto de Bertolt Brecht | encenação de Peter Kleinert

19 OUTUBRO a 11 NOVEMBRO, 2018 | SALA PRINCIPAL

Será que alguma vez se poderá satisfazer a ambição de “viver de forma decente” ou ser uma “boa pessoa“? Será que é possível ser-se digno e ter sentido de moral, numa sociedade dominada pelo egoísmo, a corrupção, a exploração e a ganância? E será que querer ser-se bom constitui um objectivo legítimo, num mundo no qual os direitos não são igualitários? E enquanto uns gozam as suas posses, direitos e privilégios – tendo acesso à educação, à prosperidade e ao emprego -, outros vivem na exclusão, opressão, discriminação e escravatura? Na sua parábola teatral, Bertolt Brecht envia três deuses à procura de uma boa pessoa num mundo mau – mais precisamente, à província chinesa de Sé-Chuão. A jovem prostituta Shen Te oferece-lhes abrigo por uma noite sem esperar nada em troca, e os deuses acabam por dar-lhe dinheiro. Esta oferta permite que Shen Te escape à prostituição: promete aos deuses que há-de tornar-se numa boa pessoa e abre uma tabacaria. Mas rapidamente as dívidas se acumulam, e cada vez mais pobres vêm pedir ajuda e abrigo à nossa heroína, ao ponto de o negócio ficar à beira da falência. Shen Te é obrigada a criar um alter-ego, desaparecendo e regressando pouco depois disfarçada de um suposto primo seu: Shui Ta, que se revela mais adepto da lógica de mercado pura e dura, do que propriamente da caridade. Shui Ta acaba por empregar os pedintes na tabacaria e evita a falência. Entretanto Shen Te apaixona–se pelo aviador Sun, que também precisa de dinheiro, acabando por ter um filho deste homem. Mas rapidamente surge entre as restantes personagens a suspeita acerca do seu estratagema, que consistia em alternar entre ser uma boa mulher (miserável) e um empreendedor rico (sem escrúpulos). | Peter Kleinert

Peter Kleinert nasceu em Weimar, na Alemanha, e estudou Filosofia em Berlim. Após os estudos universitários tornou-se assistente de encenação no Theatre in Halle/Saale. Entre 1973 e 1976 foi consultor teatral no Theater Senftenberg. Dirigiu espectáculos em Schwerin, Dresden, Almada (A excepção e a regra, de Brecht, em 1984, para a CTA) e Berlim. Entre 1983 e 1987 foi co-director do Teatro Nacional Alemão de Weimar. Em 1987 foi nomeado professor de Dramaturgia e Encenação na Escola de Artes Performativas Ernst Busch. Nos últimos anos tem dirigido espectáculos na Schaubühne, em Berlim.

Companhia de Teatro de Almada

Quinta a Sábado às 21h | Quarta e Domingo às 16h
SALA PRINCIPAL | M/12 | Duração: 2h00 (aprox.)

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Interpretação Beatriz Godinho, Diogo Branco, Érica Rodrigues, Inês Garrido, Miguel Raposo, Pedro Alves, Rita Cabaço, Tomás Alves
Tradução António Sousa Ribeiro
Cenografia Céline Demars
Desenho de luz Guilherme Frazão


CONVERSAS COM O PÚBLICO: 20 E 27 DE OUTUBRO E 03 E 10 DE NOVEMBRO ÀS 18H

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