
Festival de Almada celebra a sua 42.ª edição com mais de 60 atividades e homenagem a Lia Gama
in coffeepaste 18 Junho 2025
Almada prepara-se para receber a 42.ª edição do seu emblemático festival de artes performativas, que decorre entre 4 e 18 de julho, com uma programação rica e diversificada. Organizado pela Companhia de Teatro de Almada (CTA) e pela Câmara Municipal de Almada, o Festival de Almada 2025 contará com 46 espetáculos de teatro e dança, 16 concertos ao ar livre e várias atividades paralelas, incluindo colóquios, debates e exposições.
Este ano, o festival presta homenagem à atriz Lia Gama, figura de referência do teatro português, com uma exposição evocativa intitulada Na casa dos Espelhos, assinada por José Manuel Castanheira. A homenagem integra ainda a mostra Espetáculos de honra, escolhas do público e a exposição Linogravuras, de Jorge Nesbitt, autor do cartaz e da capa do programa desta edição.
A abertura oficial será feita em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, com o espetáculo Qui som?, da companhia franco-catalã Baro d’Evel, apresentado nos dias 4 e 5 de julho. A peça, que mistura dança, circo e humor, foi recentemente aclamada no Festival d’Avignon.
No mesmo dia, já em Almada, sobe ao palco Les gros patinent bien – Cabaret de carton, um espetáculo visual e performativo da companhia francesa Le Fils du Grand Réseau. Destaque também para a estreia absoluta da peça Um adeus mais-que-perfeito, com texto de Peter Handke e encenação de Teresa Gafeira, uma produção da CTA inspirada na história trágica da mãe do autor austríaco.
Entre as companhias internacionais confirmadas estão nomes de peso como a alemã Schaubühne Berlin, que traz History of Violence, encenado por Thomas Ostermeier, e a Familie Flöz, também da Alemanha, com o seu inconfundível teatro de máscaras em Teatro Delusio. De França, chega Marius, uma recriação de Joël Pommerat inspirada na obra de Marcel Pagnol, enquanto de Espanha se destacam El Rey que fue, pela companhia Els Joglars, e El mar, de Xavier Bobés.
O programa integra ainda propostas nacionais de referência, como Telhados de Vidro (Teatro da Trindade), A casa morreu – Diário de uma República III (Amarelo Silvestre), Há qualquer coisa prestes a acontecer (Victor Hugo Pontes) e As aves, uma colaboração entre a mala voadora e as Comédias do Minho.
A dança também marca presença com Friends of Forsythe, um espetáculo com curadoria de William Forsythe & Rauf ‘Rubberlegz’ Yasit, bem como com a atuação da Companhia Nacional de Bailado, que encerra o festival com Quatro Cantos num Soneto & The Look.
Entre os momentos altos desta edição está ainda o Espetáculo de Honra 2024, La tempesta, da companhia italiana de marionetas Carlo Colla & Figli, com mais de 150 marionetas em cena, e Extra Moenia, do Teatro Biondo Palermo, da encenadora Emma Dante, que encerrará o festival no dia 18 de julho.
O certame associa-se ainda às comemorações dos 500 anos do nascimento de Luís de Camões, com os Encontros na Casa da Cerca – “Camões, Camões”, numa parceria com a Comissão para as Comemorações do V Centenário do poeta.